Concordância verbal: tudo que você precisa saber!

Eis um conteúdo que gera muita dúvida no falante, mas que precisa ser conhecido e usado adequadamente. A concordância verbal é hoje um dos assuntos mais abordados em testes seletivos, especialmente em concursos. A confusão na hora de aprender concordância ocorre porque existem algumas regrinhas que precisam ser verificadas. Sim, isso dá um nó na cabeça, não é mesmo? Mas calma! Não há motivo para pânico! Neste post, vou te passar um resumão com tudo que você precisa saber para eliminar suas dúvidas de uma vez por todas! Vem comigo!

De um modo geral, a concordância verbal diz respeito à relação que acontece entre o verbo e o sujeito. Tal relação precisa se dar de maneira harmônica. Para isso, algumas regras são necessárias na hora da escrita a depender do gênero e do contexto em que o texto está inserido. No caso da fala, tudo depende do grau de formalidade imposto nas situações comunicacionais do nosso cotidiano. Como já afirmei inúmeras vezes por aqui, a adequação da língua pode e deve acontecer, contudo as regras precisam ser conhecidas. Vamos a elas. 

Primeiramente, é preciso lembrar que, numa abordagem mais ampla, verificamos que o verbo deve concordar em número (singular e plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª) com o sujeito. Vejamos alguns exemplos. 

O professor ensinou. (3ª pessoa do singular – sujeito simples)

O professor e o aluno conversaram. (3ª pessoa do plural – sujeito composto)

Observe que o comportamento do verbo mudou, pois ele teve de se adaptar ao sujeito com o qual está concordando. 

Agora, sim, vamos verificar algumas das principais regras.

CONCORDÂNCIA COM SUJEITO SIMPLES

Quando o sujeito é um substantivo coletivo: verbo no singular.

O grupo concordou em adiar a apresentação. 

Se a palavra coletiva estiver acompanhada de outra no plural, a concordância é facultativa. 

O grupo de alunos concordou em adiar a apresentação.

O grupo de alunos concordaram em adiar a apresentação. 

Quando o sujeito é pronome de tratamento: verbo na terceira pessoa. 

Sua Excelência participará do evento na próxima semana. 

Quando o sujeito é acompanhado pelo pronome relativo que: verbo concorda com o que antecede o pronome. 

Não sou eu que interrompo a reunião com frequência. 

Quando o sujeito é representado pelo pronome quem: verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o elemento que antecede o pronome. 

Sou eu quem agendo as reuniões. 

Sou eu quem agenda as reuniões. 

CONCORDÂNCIA COM SUJEITO COMPOSTO

Quando o sujeito fica anteposto ao verbo, este fica no plural. 

João e Maria apresentaram juntos o trabalho. 

Quando o sujeito fica posposto ao verbo, este concorda com todos os núcleos, ficando no plural, ou com o núcleo mais próximo, ficando no singular. 

Participaram dos eventos escolares o diretor, os professores e os alunos. 

Participou dos eventos escolares o diretor, os professores e os alunos. 

Quando o sujeito é composto e contém pessoas gramaticais diferentes. 

Se houver 1ª pessoa do singular ou do plural, a concordância com ela prevalece. 

Eu, João e Maria faremos a apresentação amanhã. 

Se houver 2ª pessoa do singular ou plural, o verbo pode ficar na 2ª ou 3ª pessoa do plural. 

Apenas tu e Rafaela apresentareis o trabalho.

Apenas tu e Rafaela apresentarão o trabalho. 

CASOS DE CONCORDÂNCIA COM O VERBO SER

O verbo SER pode concordar com o sujeito ou com o predicativo desse sujeito.

As declarações foram apenas um impulso.

As declarações foi apenas um impulso. 

Quando sujeito e predicativo dizem respeito a seres humanos e são representados por pronome pessoal, o verbo concorda com a pessoa ou com o pronome. 

O futuro somos nós. 

Carlos não sai de casa. O foco dele são os estudos. 

Quando há relação de tempo e distância, o verbo SER torna-se impessoal (não apresenta sujeito), compondo apenas o predicado. 

São duas horas. 

São dois quilômetros até minha casa. 

Agora é meia-noite. 

CASOS COM A PALAVRA SE

Quando SE é pronome apassivador: verbos transitivos diretos concordam com o sujeito. 

Vendem-se casas na praia. (o sujeito da frase é casas, veja na voz passiva analítica: Casas na praia são vendidas)

Quando SE é índice de indeterminação do sujeito: o verbo fica na 3ª pessoa do singular.

Falou-se muito sobre aquela doença. 

Quando os verbos são impessoais, ficam na 3ª pessoa do singular. Isso acontece justamente porque eles não apresentam sujeito. Assim, temos:

Houve muitos casos de furtos naquela cidade. 

Choveu todos os dias na última semana. 

Faz anos que não o vejo.

dois dias que não me sinto bem. 

Como podemos notar, concordância verbal não é aquele monstro em que muita gente acredita. Compreendendo as regras e, mais que isso, praticando no dia a dia, tudo se torna bastante fácil até! Quer conhecer outras regras e ainda conferir alguns exercícios com gabarito? É só clicar aqui! 


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