Dicas infalíveis para dominar a pontuação

Dicas infalíveis para dominar a pontução

Se você acompanha nosso blog, já deve ter lido o texto em que postamos um guia completo sobre pontuação. Hoje vamos voltar nossa atenção ao uso da vírgula, que mais gera dúvida e provoca erros em redações do Enem, vestibulares e concursos públicos. Com as dicas que vamos te dar, não tem mais como errar na hora da escrita!

Primeiramente, é importante verificarmos quando NÃO usar a vírgula. Mas por quê? Simplesmente porque os alunos cometem muito mais equívocos usando-a inadequadamente que não a usando. Vejamos. 

Não usamos vírgula entre:

Sujeito e predicado – talvez este seja o fator clássico de erro do uso da vírgula. Muitos não sabem, mas jamais a usamos entre sujeito e predicado. 

Observe esta frase: João, não estudou regras de pontuação. (ERRADO) 

Perceba que João é o sujeito da frase, visto que pratica (ou não) a ação de estudar. A ação realizada (ou não) é o predicado. Ambas as informações possuem relação direta. Você realmente vê necessidade de vírgula neste caso? É perceptível que não, certo?

João não estudou regras de pontuação. (CORRETO)

Verbo e complemento – apesar de muitos acreditarem na necessidade de pontuar essas informações, não usamos vírgula entre o verbo e seus complementos, pois eles também apresentam uma relação essencial. Vamos observar.

Ele não quis, o livro. (ERRADO)

Livro é objeto direto de querer, ele complementa o sentido desse verbo. Ele não quis o quê? O livro. Não há razão para o uso da vírgula neste caso. 

Ele não quis o livro. (CORRETO)

O mesmo acontece com os objetos indiretos:

Ele gostou, do livro. (ERRADO)

Ele gostou do livro. (CORRETO)

Nomes e seus complementos – também não há necessidade de pontuação entre os nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) e seus complementos. Vamos conferir. 

O diretor agiu favoravelmente, aos professores. (ERRADO)

O complemento nominal destacado tem a importante função de (como o nome já diz) complementar o sentido do advérbio “favoravelmente”. Por esse motivo, ou seja, por essa relação que se mostra essencial, a vírgula é inadequada. 

O diretor agiu favoravelmente aos professores. (CORRETO)

Isso também acontece com os outros nomes e seus complementos. 

Ela tem orgulho (substantivo), dos alunos. (ERRADO)

Ela tem orgulho dos alunos. (CORRETO)

Ela estava certa (adjetivo), de suas ações. (ERRADO)

Ela estava certa de suas ações. (CORRETO)

Sujeito e seu predicativo – quando a frase estiver na ordem direta, o sujeito e o seu predicativo não devem ser separados por vírgula. Veja o exemplo:

A garota partiu, triste. (ERRADO)

A garota partiu triste. (CORRETO)

Observação: quando a frase estiver na ordem indireta, existe a possibilidade de vírgula depois do predicativo, visto que ele pode passar a indicar um estado momentâneo. Mas cuidado: o sentido daquilo que se deseja dizer também pode mudar (de estado permanente para estado momentâneo).

Triste, a garota partiu. (CORRETO)

Agente da passiva da ação – não podemos isolar o agente da passiva com vírgula. É comum fazermos isso na escrita quando o observamos ao final de uma oração. Contudo, se ele tem relação com a ação realizada, não há como separá-los. Observe. 

O livro foi indicado, pelo professor. (ERRADO)

O livro foi indicado pelo professor. (CORRETO)

O professor é agente da passiva, pois indicou o livro. Usando este raciocínio, percebemos que o uso da vírgula é totalmente desnecessário. 

Agora vamos relembrar os casos, já publicados em nosso outro post sobre pontuação, em que a vírgula é necessária. 

  • Em datas, marcando a separação da localidade:

Curitiba, 24 de junho de 2019.

  • Para separar o vocativo:

Sabrina, você entendeu aquele conteúdo novo?

  • Para separar o aposto:

Língua Portuguesa, minha disciplina preferida, deve receber atenção especial em meus estudos.

  • Para destacar adjuntos adverbiais:

Naquela casa, moravam três irmãs. (início de frase)

Moravam, naquela casa, três irmãs (meio da frase)

  • Para separar termos deslocados de sua posição costumeira em uma frase:

Os livros, você trouxe? (objeto do verbo iniciando a frase)

 

  • Para separar orações coordenadas assindéticas:

 

Abriu a porta com cuidado, conferiu o ambiente, dirigiu-se ao seu quarto, escondeu-se cauteloso.

 

  • Para separar orações coordenadas sindéticas:

 

Falam muito, mas fazem pouco.

 

  • Para separar orações subordinadas adjetivas:

 

A classe, que era grande, foi dividida em vários grupos. 

 

  • Para separar orações reduzidas:

 

Terminada a festa, os convidados foram embora. 

  • Para separar itens enumerados:

Ela não parava de trabalhar: lavava, passava, cozinha, cuidava das crianças. 

  • Para isolar informações na frase:

Eu, por exemplo, adoro animais.

Aquela garota, uma antiga funcionária da casa, adorava seus clientes. 

 

Fácil, não é mesmo? Agora preste muita atenção nesta última dica, pois ela é a maior causadora de erros. Sabe como usar (ou não) a vírgula com a conjunção “e”? Vamos conferir. 

Podemos usar a vírgula com a conjunção “e” quando:

Os sujeitos das orações forem distintos. Exemplo:

Eu comprei uma casa pronta, e ele preferiu comprar um terreno.

Quando houver uma repetição proposital de elementos para criar certo efeito na escrita. Exemplo:

Ele amava todas: a Tereza, e a Luciana, e a Bruna, e a Francisca, e a Joana. 

Quando a conjunção não tiver valor de adição (pode ter valor de oposição). Exemplo:

Ele se esforçou muito nos treinos, e não conseguiu a classificação. 

Pessoal, existem várias dicas relativas a esse conteúdo, mas estas principais são realmente infalíveis na hora de produzir uma redação de qualidade. É sempre importante lembrar que a pontuação é um fator bastante considerado durante a correção textual em testes seletivos. Leia este post com atenção, pratique o que aprendeu e você vai turbinar seus textos!

Abraços e bons estudos!


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10 comentários

  1. Dicas excelentes, preciso compreender esses assuntos, tenho muita dificuldade na hora de escrever. Obrigado Professor!!!!

  2. Boa dica !

  3. Excelentes dicas !

  4. Muito bommmm….
    Tenho tido pouco tempo para os estudos, mas mesmo assim tenho aprendido bastantes regras que eu desconhecia, ou melhor dizendo, esqueci .

  5. Muito bom!

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