Os erros mais comuns na língua portuguesa

Os erros mais comuns da língua portuguesa

Se você acompanha nosso blog, deve saber que não costumamos falar em erros, mas em inadequações na língua. Como sabemos, existe uma gramática normativa que, em situações formais de fala e escrita, precisa ter suas regras levadas em conta. Contudo, é mais comum do que podemos imaginar encontrar inadequações mesmo em contextos nos quais elas não deveriam existir. Quem nunca se deparou com um e-mail comercial ou mesmo uma notícia de jornal impresso com algum problema referente à língua? Mais do que isso você já parou para pensar que pode estar “errando” quanto a alguma regra que sempre julgou correta?Para refletirmos um pouco a respeito dos usos que fazemos da nossa própria língua e sobre como ela pode, muitas vezes, nos pregar algumas peças, elencamos algumas das inadequações mais comuns na língua portuguesa, especialmente na modalidade da escrita. Vejamos quais são.

Meio-dia e meio/Meio-dia e meia

Você já deve ter ficado com dúvida diante de qual forma usar, certo? Este é um caso de concordância nominal que costuma gerar bastante dúvida.

A palavra que acompanha o horário está se referindo ao substantivo hora. Isso significa que estamos falando de trinta minutos, ou seja, de metade de uma hora. Portanto, o correto é:

“Meio-dia e meia.”

Agente/A gente

Muito comum encontrar este tipo de inadequação na escrita. As duas formas existem, mas precisamos saber exatamente quando usá-las.

Agente = substantivo que se refere a uma profissão. Agente de trânsito, agente da polícia, etc.

A gente = expressão referente à primeira pessoa do plural nós.

Afim/A fim

Ambas existem e podem ser usadas na língua portuguesa, mas por possuírem a mesma pronúncia acabam gerando a maior confusão quando precisam ser formalizadas na escrita.

Afim = tem característica de adjetivo, com sentido de semelhança. Veja: Eles possuem objetivos afins (semelhantes).

A fim = a palavra fim (de finalidade) liga-se à preposição a para indicar um objetivo. Veja: Ela estava a fim de ficar sozinha (com vontade, querendo).

Viajem/Viagem

A forma com a consoante j pode ser usada somente quando a palavra for um verbo conjugado na terceira pessoa do plural, seja no modo subjuntivo ou no imperativo. Já o termo acompanhado da consoante g tem a função de um substantivo. Veja:

Espero que elas viajem em segurança. (verbo)

Aquela viagem foi inesquecível! (substantivo)

Mas/Mais

Talvez o elemento de maior dúvida entre estudantes seja este. Admita, você já o utilizou inadequadamente por inúmeras vezes! Quem nunca o fez que atire a primeira pedra, não é mesmo?! Ambos existem na língua, porém com significados diferentes. Observe:

Mas = conjunção adversativa, que indica oposição a uma ideia anteriormente colocada. “Estava cansado, mas saiu com os amigos mesmo assim.”

Mais = costuma ser utilizado como um advérbio que intensifica uma ideia. “Estava mais agitado naquela manhã.”

Seção/Sessão/Cessão

Este é o típico caso de palavras homófonas, aquelas que possuem exatamente a mesma pronúncia, o que acaba gerando grande confusão na hora da escrita. Tal confusão ocorre simplesmente porque elas significam coisas completamente diferentes de acordo com a sua grafia. Veja:

Seção = divisão ou subdivisão. “Ele trabalha na seção de catalogação.” “Consulte a enciclopédia na seção de espécies em extinção.”

Sessão = evento com determinada durabilidade. “A sessão entre os oncologistas foi longa.” “Compre ingressos para a sessão das dez.”

Cessão = pode significar ceder. “Ele permitiu a cessão dos livros.” “A cessão dos direitos autorais da obra foi discutida.”

Perca/Perda

Cuidado com tal inadequação, ela é uma das maiores causas de preconceito linguístico entre os falantes da língua. Infelizmente, esta inadequação ainda provoca risos entre quem “entende” um pouco mais a respeito. Tal atitude é correta? Obviamente, não. Mas não é nosso objetivo julgar isso neste texto, apenas orientá-lo a não ser vítima de reação tão equivocada. Entenda a utilidade de cada caso.

Perca = verbo perder, conjugado na terceira pessoa do singular, no modo subjuntivo ou particípio. “É necessário que ela perca todos os seus amigos para compreender o quanto está sendo grosseiro.”

Perda = substantivo feminino. “Ela tem dificuldades para superar a perda da mãe.”

Há/A

Uma das mais recorrentes inadequações, já provocou dor de cabeça em muita gente durante a escrita. Livre-se de uma vez por todas dessa grande dúvida da língua!

Há = verbo haver. Utilizado para indicar tempo passado, já decorrido. “Eu o conheço há muito tempo.” “Somos amigos há dez anos.”

A = preposição. Utilizada, dentre tantas outras formas, para indicar tempo futuro ou distância a ser percorrida. “Ficou empolgada porque estávamos a um mês do natal.” “Minha casa fica a duas quadras daqui.”

Mal/Mau

Quanta dúvida na hora de saber qual usar, não é mesmo? Acredite, você não é a única pessoa com esse problema. Isso ocorre porque, atualmente, eles possuem praticamente a mesma pronúncia.

Mal = advérbio de modo. Significa “incorretamente”. Contrário de bem. “Ele dança mal.”

Mau = adjetivo. Significa “ruim”. Contrário de bom. “Está sempre de mau humor.”

Por que/Porque

Ambos são corretos, mas utilizados em situações diferentes.

Por que = significa “por qual motivo”, “por qual razão”. “Não entendo por que ele não conta a verdade sobre a sua ausência na reunião.”

Porque = significa “pois”. “Ele explicou que faltou porque não se sentia seguro para falar em público.”

Essas foram algumas das palavras e/ou expressões que mais geram inadequações em nossa língua. Já utilizou algumas delas de maneira incorreta? Certamente, a partir de hoje isso ficará no passado! Use as regras a seu favor e terá sucesso em todas as situações comunicativas do seu dia a dia!

Compartilhar:

6 comentários

  1. Muito obrigado! Uma ajuda dessas em tempo como hoje é ouro!

  2. Muito agradecida 😘

  3. Muito grata pelas dicas valiosas!!!

  4. Adorei as dicas!
    Muito obrigada pelas excelentes explicações!

Deixe uma resposta